Quando a energia me falta e a necessidade de glicose se faz, às vezes lembro do Fabrício, Léo e Nêgo, por conta do doce que a gente inventou, ou foi o Fabrício, ou alguém o ensinou, disso já não me lembro mais… e importa? Um punhadinho de leite no copo, mais um punhadinho de Toddy ou Nescau e um punhadão de doce de leite. O melhor doce de leite era do tio Hélder! Engraçado que ninguém batizou a mistura. Até hoje penso nisso. Ou batizaram e me esqueci. Mas não me esqueço dos meus, do sabor da infância, quando a herança genética da vovó me enfraquece e os sentidos parecem se esvair e tenho os ingredientes em casa para me salvar da fraqueza e talvez da morte, quem vai saber? Às vezes peco, confesso! Degusto a “sobremesa” sem necessidade alguma de energia a mais no sangue que me mantém. No paladar, o sabor que nunca mais de outrora. No peito… ah, no peito! Esse coração que bate inquieto e descompassado por não entender a diferença entre o pecado do querer e o pecado do já ter tido.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
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