sexta-feira, 12 de dezembro de 2025




Quando a energia me falta e a necessidade de glicose se faz, às vezes lembro do Fabrício, Léo e Nêgo, por conta do doce que a gente inventou, ou foi o Fabrício, ou alguém o ensinou, disso já não me lembro mais… e importa? Um punhadinho de leite no copo, mais um punhadinho de Toddy ou Nescau e um punhadão de doce de leite. O melhor doce de leite era do tio Hélder! Engraçado que ninguém batizou a mistura. Até hoje penso nisso. Ou batizaram e me esqueci. Mas não me esqueço dos meus, do sabor da infância, quando a herança genética da vovó me enfraquece e os sentidos parecem se esvair e tenho os ingredientes em casa para me salvar da fraqueza e talvez da morte, quem vai saber? Às vezes peco, confesso! Degusto a “sobremesa” sem necessidade alguma de energia a mais no sangue que me mantém. No paladar, o sabor que nunca mais de outrora. No peito… ah, no peito! Esse coração que bate inquieto e descompassado por não entender a diferença entre o pecado do querer e o pecado do já ter tido.



sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Qual o tamanho do seu Sonho?

 



Hoje uma amiga no trabalho me questionou, enquanto discutíamos pormenores de um projeto:
“Você sonha alto?”
Aquela pergunta, embora feita de forma despretensiosa e singela, me desnorteou por algum momento. Por uns segundos, como que num filme, vieram tantos sonhos em minha memória! Alguns se concretizaram, outros foram enclausurados numa espécie de casulo para que, que nem borboleta, pudessem tirar uma onda com a cara do impossível: ah, mas eu vou voar! Outros sonhos simplesmente se desfizeram por descaso ou descuido, desafeto ou desamor, desânimo ou desapego… desculpas ou desassossego?
Ah, minha amiga! Sonho não tem tamanho! Sonho é joia rara de um só, que nem a gente sabe mensurar quando tem, só tem vontade!
Sonho não tem tamanho, era o que fui te dizer quando, ainda nostálgico das recordações, respondi:
“Você sonha em trabalhar na Globo?”



segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Desafio à Esfinge



Para antes, raramente cresciam estrelas imensas, realmente instigantes!
Não havia assim, estrela sem tempo atrás...
Era apenas paz!
E nada além.

Seria uma mulher a fome onipresente, rechaçada mesmo ao dobro – o pobre ontem?
Eram tempos intensos naquela hora após!
Dum inesperado, Zeus excluiu reinado que, único, entre Quiones, unicórnios, amavam-se noutrora dramática!

Os ágoras lançam experiências, viagens estelares intrínsecas, pós amor!

Riam-se assim, sem entraves no  tom!
Instável riso oprime cenário habitual então?

Imagine-se!
Reinvente-se onde dá amor!
Felicidade lenta, ontem rondavam ferozes orgulhos!

Ilumine-se!
Um mês leve, ame-se!
Mesmo esquecendo-se noutro tom!

O ontem, bora esquecer inesperadamente!
Já ouvia-se quem unia elementos de esquecer?
Iria xamã especial  ignorar  deuses específicos?

Reza outros universos, beija a reza!